O meu poema perde-se no vento
leva ao colo uma folha morta
e a última tarde de Setembro.
O meu poema perde-se ao pôr do Sol
na primeira nortada sobre a praia
e na espuma branca das marés vivas.
O meu poema parte com a partida
com a chegada anunciada do crepúsculo
e um beijo à pressa na despedida.
(Manuel Alegre)




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